Vinicius Pirajuba
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Quem são os heróis?
Todos nós temos um herói. Resta saber que tipo de herói são eles. Alguns idolatram o pai, amigo ou superman. Eu estou aqui para defender os heróis de verdade. Sabemos que nos quadrinhos tem os vilões com super poderes e os heróis que lutam freqüentemente para salvar a vida dos inocentes. Herói é aquele que estuda uma década desvendando os mistérios do corpo humano, cumprindo uma rotina universitária que nenhum outro curso tem. Passando vários anos como interno, residente, residente chefe, para depois se especializar em alguma área especifica da saúde. Uma carga horária de 12 a 16 horas por dia, 7 dias por semana. Enfrentando sono, desespero, cansaço, desafios que somente aqueles que têm super poderes conseguem. Eles retiram balas do peito de pessoas, retiram tumores do celebro de crianças, retiram um coração doente e transplantam um novo. Pessoas chegam quase mortas em hospitais e saem vivas de volta para sua família. Esses meus caros leitores são heróis. Principalmente a oncologia que é o estudo do câncer e a pediatria que acompanha a criança em seu crescimento. O médico oncológico tem um coração de pedra. Pois ele acompanha diariamente a rotina dos pacientes com câncer. Sabemos que o câncer não tem cura, mas tratamento que é agressivo, muito doloroso e destrói a vida de alguém. O médico nada pode fazer, apenas esperar a hora certa de operar, de ministrar os tratamentos radioterápicos, quimioterápicos. A cada dia transmitir esperança para aqueles que a perderam há muito tempo. Assumindo casos terminais que apenas o conforto é possível. Manter – se firme até o fim, pois muitos precisam dele e de sua experiência para sobreviver. “Ser oncologista na pediatria de um hospital é o maior desafio na carreira médica”.
Dr. Artur Katz, Médico Oncologista do Departamento de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE)
Queridos leitores pense na dor que é ver uma criança sofrer. Pense como deve ser difícil olhar nos olhos de uma criança terminal e dizer: “Você vai ficar bem”.
Caminhar por um longo corredor com um sentimento no peito de que poderia ter feito mais. Dirigir – se a mãe que aguarda na sala de espera e informar que sua pequena e frágil criança não resistiu à cirurgia. A única palavra que ele tem é “Sinto muito”. Imagine o desespero de muitas mães e familiares, esses heróis presenciam no seu dia a dia. Para mim senhores leitores esses humanos de carne e osso, firmes como uma rocha, com super poderes imagináveis são heróis. Portadores de um dom que Deus os presenteou. A maior alegria é olhar nos olhos de uma mãe e dizer para ela “Correu tudo bem, seu filho está se recuperando”. Alegria, felicidade, agradecimento é o maior pagamento dessa profissão. Eu tenho heróis, eles não usam capa vermelha ou dirigem super máquinas, eles usam jaleco branco e chamam – se MÉDICOS. Esse artigo eu ofereço ao seriado chamado Grey’s Anatomy por reproduzir tão bem os desafios dessa magnífica profissão.
Pouco dinheiro e muita sabedoria
By Vinícius Reis Miguel
Alguns dias atrás, tive o prazer de acompanhar minha bisavó de 79 anos e minha avó de 64 anos, nas suas compras semanais de feira. O local era a feira do pequeno produtor, onde é expostos produtos diretamente das pequenas fazendas da região para a cidade. Minha bisavó que se chama Onofra é uma comerciante veterana em Frutal, seu comercio que não existe mais, era no fim da Avenida José de Alencar, seu bazar de aviamentos, roupas foi o primeiro comercio da extinta “Capoeira”, vulgo nome dado ao um conjunto de bairros que ficam no Alto da Boa Vista em Frutal. Com um saber imaginável, e um dom para o comercio acompanhei a saga daquela pequena senhorinha enrugada, disfarçadamente escondidas pela maquiagem, a fazer suas compras. Ao entrar na feira me assustei com a quantidade de senhoras que vieram em nossa direção, se eu parasse para adivinhar as idades de todas, com certeza passaria de três algarismos. O jeito que elas se olhavam me lembrou minhas primas que são bem pequenas quando conversam com um brilho no olhar de que nada mais importa a não ser aquele momento. Nem mesmo tempo de um suspiro elas tinham a quantidade de informação que elas passavam a cada de minuto me deixou abismado com o talento comunicativo eram informações claras que deixavam evidente o poder de cada uma pelo seu destino. Minha avó Maria Antonia também não ficou atrás, conhecia todas que conversavam com sua mãe, olhando aquelas senhorinhas que disputavam quem conversava mais eu fiquei em “choque”. Após cinco minutos sem parar de conversar, quase nem respirando minha bisavó olhou para mim, me pegou pelo braço e me apresentou para sua amigas. Meu Deus, eu que não sou tímido e nem tenho vergonha de nada, fiquei com a cara vermelha como se eu usasse blachi, os elogios deixaram meu ego nas alturas, Antônio Fagundes, José Mayer com certeza perderia pra mim. Após longos dez minutos de conversa, elas pensaram no objetivo, as compras da feira. Minha bisavó olha para o lado e reconhece outra amiga, essa era uma concorrente do passado, minha avó a comprimenta, elas conversão sobre vendas, clientes, devedores e Onofra olha as roupas. Com um cordial “boas vendas” elas se despedem com beijos. Elas juntas, mãe e filha seguem para a verdura, minha avó olha o alface, diz para a vendedora que a muito tempo não via um alface bonito como aquele, que ele esta com as cores radiantes, que ela estava de parabéns, que a terra onde ele foi cultivado devia ser muito rica em nutrientes... Continuou a bajular a vendedora e pediu três. O desconto à vendedora disse que não poderia. Minha avó disse que se fosse feito o desconto ela seria uma cliente fiel àquela barraca de verduras. A vendera concedeu o desconto, nesse momento eu percebi que minha bisavó de 79 anos era uma “marqueteira” e tanto. Saindo da verdura , passando pelo queijo, as frutas eu vi a mesma cena da senhorinha Onofra utilizando sua “lábia” dizendo o que os vendedores queriam ouvir. Minha bisavó procurava uma galinha caipira para fazer sua famosa galinhada com arroz. Achamos outra conhecida dela, ao examinar a galinha elas constatam que a galinha é semi - caipira, eu nunca seria capaz de distinguir tal diferença que pra mim seria insignificante. A vendedora ao descobrir que aquelas clientes eram espertas e sabiam muito bem o que compravam, anunciou, “essa ai é mesmo semi – caipira”. Minha avó e sua mãe falaram baixo perto uma da outra e disseram para vendedora que não serve este tipo de galinha. Ao saírem da barraca a vendedora disse que faria um preço especial para elas se resolvessem ficar com a mercadoria. A compra foi feita eu vi o brilho nos olhos delas, pois estavam fazendo boas compras. Elas olharam pra mim e disseram que o segredo da galinhada é a cozinheira. Quer dizer não é necessária galinha caipira. E aonde elas iam todos paravam e conversavam com elas, eu pensei que tinha muitos colegas e amigos, mas perto daquelas senhoras com mais de 60 eu descobri que não conheço ninguém. Quando dei por mim já estávamos na feira a mais de uma hora, minhas mãos cheias de sacolas e a delas também parecia que elas iam comprar a feira inteira. Decidiram finalizar as compras e despediram dos amigos e colegas da feira. Ao seguir para carro elas já sabiam o quanto havia sido economizado naquelas compras, a felicidade delas não era a economia e sim reencontrar as velhas “cumadres”, os “cumpadres” que essa geração passada tanto conserva. Minha avó e minha bisavó conversaram no caminho de volta sobre os diversos assuntos que ouviram na feira e já estavam combinando irem novamente na próxima semana. Eu tive uma aula de cidadania, marketing, educação, sociologia, religião, saúde ... (aprendi sobre vários remédios que começavam com “K” e “W” que ajudam essas senhorinhas a sobreviver) Fiz e faço minha parte com elas, adoro acompanhar minha avó e bisavó na feira a cada ida uma centena de informações eu consigo captar e perceber que o estudo não é nada perto da experiência de vida que esses professores da terceira idade adquiriram ao longo de suas vidas.
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