Vinicius Pirajuba

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Quem são os heróis?



Todos nós temos um herói. Resta saber que tipo de herói são eles. Alguns idolatram o pai, amigo ou superman. Eu estou aqui para defender os heróis de verdade. Sabemos que nos quadrinhos tem os vilões com super poderes e os heróis que lutam freqüentemente para salvar a vida dos inocentes. Herói é aquele que estuda uma década desvendando os mistérios do corpo humano, cumprindo uma rotina universitária que nenhum outro curso tem. Passando vários anos como interno, residente, residente chefe, para depois se especializar em alguma área especifica da saúde. Uma carga horária de 12 a 16 horas por dia, 7 dias por semana. Enfrentando sono, desespero, cansaço, desafios que somente aqueles que têm super poderes conseguem. Eles retiram balas do peito de pessoas, retiram tumores do celebro de crianças, retiram um coração doente e transplantam um novo. Pessoas chegam quase mortas em hospitais e saem vivas de volta para sua família. Esses meus caros leitores são heróis. Principalmente a oncologia que é o estudo do câncer e a pediatria que acompanha a criança em seu crescimento. O médico oncológico tem um coração de pedra. Pois ele acompanha diariamente a rotina dos pacientes com câncer. Sabemos que o câncer não tem cura, mas tratamento que é agressivo, muito doloroso e destrói a vida de alguém. O médico nada pode fazer, apenas esperar a hora certa de operar, de ministrar os tratamentos radioterápicos, quimioterápicos. A cada dia transmitir esperança para aqueles que a perderam há muito tempo. Assumindo casos terminais que apenas o conforto é possível. Manter – se firme até o fim, pois muitos precisam dele e de sua experiência para sobreviver.
 
“Ser oncologista na pediatria de um hospital é o maior desafio na carreira médica”.
 Dr. Artur Katz, Médico Oncologista do Departamento de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE)

Queridos leitores pense na dor que é ver uma criança sofrer. Pense como deve ser difícil olhar nos olhos de uma criança terminal e dizer: “Você vai ficar bem”.
Caminhar por um longo corredor com um sentimento no peito de que poderia ter feito mais. Dirigir – se a mãe que aguarda na sala de espera e informar que sua pequena e frágil criança não resistiu à cirurgia. A única palavra que ele tem é “Sinto muito”. Imagine o desespero de muitas mães e familiares, esses heróis presenciam no seu dia a dia. Para mim senhores leitores esses humanos de carne e osso, firmes como uma rocha, com super poderes imagináveis são heróis. Portadores de um dom que Deus os presenteou. A maior alegria é olhar nos olhos de uma mãe e dizer para ela “Correu tudo bem, seu filho está se recuperando”. Alegria, felicidade, agradecimento é o maior pagamento dessa profissão. Eu tenho heróis, eles não usam capa vermelha ou dirigem super máquinas, eles usam jaleco branco e chamam – se MÉDICOS. Esse artigo eu ofereço ao seriado chamado Grey’s Anatomy por reproduzir tão bem os desafios dessa magnífica profissão.
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